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Dor pélvica, um problema do universo feminino


A mulher possui uma região no corpo chamada de pelve, localizada logo abaixo do abdome, que é formada por dois ossos do quadril, sacro e cóccix, onde se encontram o útero, os ovários, as tubas uterinas, a bexiga e o reto. E dores nesse espaço do corpo podem surgir de forma aguda, súbita e intensa, ou crônica, quando têm pelo menos alguns meses de duração.

“Essa dor pode ser causada tanto pela contração da musculatura do assoalho pélvico como pela alteração da função intestinal, por problemas de cistos no ovário, miomas, infecções na região da pelve e endometriose”, explica a ginecologista Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com residência médica e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, clínica especializada no tratamento da doença.

Como suas causas são variadas, o tratamento será prescrito conforme sua origem. Para entender mais sobre este problema, muito comum no universo feminino, entrevistamos a Dra. Rosa Maria Neme, que relata mais detalhes sobre o assunto. Acompanhe!

1-O que é Dor Pélvica? E quais as suas causas?

A dor pélvica é uma dor no baixo ventre que pode ser sentida na forma de cólica, aperto ou como uma pontada. As causas são diversas e entre elas destaca-se a presença de mioma, alterações vasculares no útero como a presença de varizes pélvicas, cistos de ovário e endometriose que é, atualmente, a principal causa de dor pélvica nas mulheres em idade reprodutiva.

2-Como ela é sentida pela paciente?

É sentida, na grande maioria das vezes, como uma cólica que pode acontecer na menstruação ou fora dela, sensação de peso ou pontada. A dor pélvica está sempre ligada ao sistema reprodutivo e é um sinal de alguma outra doença presente na região, por isso precisa ser investigada.

3-Ela só atinge os órgãos genitais internos?

Em geral, sim. Pode acometer os órgãos externos, mas a manifestação, nesses casos, não é de dor, mas sim de ardor, coceira, entre outros sintomas.

4-Quais as diferenças entre dor pélvica aguda e crônica?

A dor aguda é aquela que acontece de forma inesperada e a crônica é aquela que já está presente há algum tempo, é constante e intermitente.

5-Quais os tratamentos?

O tratamento depende da causa do processo. Se for endometriose, o tratamento é cirurgia para retirada da doença. Se for mioma, indica-se a retirada ou tratamento com medicamentos. Se for varizes pélvicas, o tratamento é feito com medicações analgésicas apenas.

6-Existe alguma estimativa de quantas mulheres sofrem com este problema?

Existem estimativas para outras doenças, mas não sobre a dor pélvica. A endometriose acomete cerca de 15 a 20% das mulheres em idade reprodutiva. Mulheres acima dos 50 anos de idade têm chance de 50% de ter miomas.

7-Se a dor pélvica não for bem tratada, ela pode evoluir para algum outro problema?

Tudo irá depender da causa da dor. No caso da endometriose, a mulher pode ter infertilidade e dor crônica. No caso do mioma, pode ter ciclos menstruais com hemorragia e infertilidade.

8- Ela atinge mulheres em qual faixa de idade?

Pode acometer mulheres em qualquer faixa etária.

Perfil

Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844) – A Dra. Rosa Maria Neme é graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1996) e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo (2004). Realizou residência-médica também na Universidade de São Paulo (2000). Além de dirigir o Centro de Endometriose São Paulo, ela integra a equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein, Samaritano, São Luiz e Sírio Libanês.

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  1. Geracina
    31/05/2010 às 15:44 | #1

    As informações são muito boas,por isso gostaria de tirar uma dúvida:
    Uma uma pessoa do sexo feminino que apresenta sintomas como: muita dor na parte inferior do abdomem – lado direito – perda peso, apesar de ter realizado vários exames (ultrassom abdomem, tomografia do abdomem, colonoscopia)para diagnosticar o problema e nada de anormal ter sido identificado; o único problema identificado foi um cisto de dimensão insignificante no ovário, mas os ginecologista dizem não ser esta a causa da dor. Isto, porventura, poderia estar relacionado a problemas ginecológicos?

    • 08/06/2010 às 10:59 | #2

      Bom dia.

      Nós somos a Conexão Médica, e realizamos atividade de levar infomações e conhecimentos de ponta para médicos e profissionais de saúde.

      Não estamos habilitados, no entanto, a responder essa sua questão. Recomendo que você procure um ginecologista, que com o exame adequado poderá lhe dar um diagnóstico confiável.

      Boa sorte!

      Atenciosamente

      Rudy Rocha
      Conexão Médica

  2. patrícia
    03/10/2010 às 19:56 | #3

    BOA NOITE!!GOSTARIA Q VCS ESCLARECECEM UMA DUVIDA MINHA!EU SINTO DOR PÉLVICA,MAS JÁ FIZ VARIOS EXAMES E GRAÇAS A DEUS NÃO DEU NADA,É UMA DORZINHA DESCONFORTAVÉL,E DÓI QUANDO EU ERGO A PERNA DIREITA,E ESSA DOR SURGIU DEPOIS Q TIVE FILHO E FOI DE PARTO NORMAL,TEM ALGUMA COISA A VER COM O PARTO?MUITO OBRIGADO!PATRÍCIA

    • 04/10/2010 às 12:01 | #4

      Olá,

      Nós somos a Conexão Médica, e realizamos atividade de levar infomações e conhecimentos de ponta para médicos e profissionais de saúde.

      Não estamos habilitados, no entanto, a responder essa sua questão. Recomendo que você procure um especialista.

      Atenciosamente,

      Conexão Médica.

  3. Nilce
    27/12/2010 às 10:21 | #5

    Olá, estou há dois anos procurando resposta para uma dor que vem tipo cólica muito forte sempre durante a madrugada, já fiz exame desde ultrason a tumografia computadorizada, já bati na porta de vários médicos inclusive de ginecologista, isso já há dois anos, última semana tive cólica por duas noites consecutivas e não parou mais a ardência e o queimor,a cólica e a dor começa do lado direito no pezinho da barriga ai doí tudo, não sei mais o que fazer, por favor me mande um e-mail, me orientando, a dor está me deixando sem rumo. obrigada.

    • 27/12/2010 às 10:37 | #6

      Olá Nilce.

      Não estamos aptos a oferecer orientações médicas. Apenas um bom médico, após analisá-la pessoalmente poderá fazer um correto diagnóstico e sugerir uma conduta adequada.

      Nós conhecemos ótimos ginecologistas, se você precisar de uma indicação, por favor peça por e-mail (rp@conexaomedica.com.br) que ficaremos felizes em fornecer o contato de quem poderá te ajudar.

      Boa sorte e ótimo ano novo!

      Rudy Rocha

  4. Lusiana silva de oliveira
    03/10/2012 às 00:34 | #7

    Materia maravilhosa parabéns.

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